Nos viamos todos os dias, era inevitável. Até quando eu não queria... Compromissos em comum.
Na época eu namorava e o namoro esfriava. Cada dia um ficava mais distante do outro embora a afinidade fosse extrema.
Ele também namorava. Alguém que eu considerava sem sal. Mas sou super-suspeita para falar sobre isso.
Um dos compromissos que tínhamos em comum terminou em um restaurante com uma turma imensa de amigos. O álcool ia entrando, a vontade crescendo e a verdade saindo. Trocas de olhares descarados a noite toda e risos sem motivo.
Bêbados.
Fui deixá-lo em casa. Na hora que ele foi descer do carro... aaaahhhh essa hora... sempre nessa hora...
Nada de beijinho no rosto como éramos acostumados. Eu estava carente, confesso:
__Vou beijar na sua boca. - disse eu de cara lavada.
Ele não respondeu - graças a Deus! - e foi um beijo com uma pegada tão gostosa - impossível de esquecer -.
Durou um tempinho. Tempo suficiente para um carro a la Titanic. Já era tarde e fui-me embora.
Dia seguinte. Sem a layer da bebida, foi aquela super sem graceza quando nos vimos.
Acho que foi a partir daí que começou um ciuminho recíproco de coisas que antes eram banais.
Amizade continua. Colorida, mas continua.
Meu namoro no fim. O dele seríssimo.
Para acreditar que Deus existe, surgiu uma viagem com a mesma turma de amigos.
De madrugada, fui entrar na minha barraca, exausta, para dormir. Meu colchão de ar, que já não estava muito cheio, estava ocupado. Era ele. Meu amigo. Meu quase melhor amigo. E colorido.
Sem fazer cerimônia entrei na barraca. Sentei no colchão com força. Balançou. Ele acordou.
A mão veio direto na minha cintura, me puxando pra deitar ali.
A preocupação com as boas maneiras fez-me resistir, por pouco tempo, o suficiente para fechar o zipper.
Beijo suave. Brincadeiras de língua e de lábios. Ia abrindo botão por botão da camisa que ele usava, em seguida um beijinho que descia junto à mão. Aquele peitoral definido, barriga esculpida por Deuses gregos e abençoada por Afrodite. Era o paraíso.
Chegou, inevitavelmente, no cós da calça. Tinha um cinto. Eu odeio cintos. Parei por ali. Só passei a pontinha da lingua acompanhando o cós, para provocar um pouquinho.
Ele me pegou pelos braços me puxando para cima. Voltei ao pescoço, boca. Tirou a camisa que eu usava. Abriu minha calça jeans justíssima.
Ele deitado, eu sentada por cima. Olhares indecifráveis.
Deslizei minha mão pela barriga colocando-a dentro da calçinha preta pequena.
Quente e úmida. Me divertia comigo mesma. E provocá-lo me deixava em êxtase. Eu sentia a vontade que ele estava bem grande abaixo de mim.
Segurou firme na minha cintura e fez-me deitar, ficando ele por cima. Ajoelhou-se e tirou, com maestria, a tal calça justa que até eu tinha dificuldade em tirar.
Sua mão foi direto ao ponto... meu primeiro suspiro.
A boca dele grudada na minha. Minhas mãos nos seus braços - irresistíveis -.
Ele com um braço só apoiado no bendito colchão de ar fazia trincar ainda mais aquele abdomem de guerreiro de Esparta.
Passei a mão por cada gominho delicioso até chegar a cueca - que não me decepcionou, era transadinha -. Puxei-a para baixo.
Ele se inclinou pra frente e eu recuei, fazendo força e me afundando no colchão.
Tava muito quente... corpos suados...
__Não faz isso comigo. - sussurou ele aflito.
Foi nessa hora que meu anjinho deu um soco na cara do diabinho e mandou-me parar! PÁRA! PÁRA! PÁRA! PÁRA TUDO! AGORA!!!
Imagino que ele tenha ficado puto. - muuuuuito puto -.
Não estava nem ai.
Ele me beijou de novo. Forte. Bruto. Faltou me morder.
Mandou pra longe minha alma, o tal anjinho e diabo a 4.
Pesou seu corpo sobre o meu, segurou nos meus ombros... E deu-me o que eu queria e insistia em resistir. O paraíso.
NÃO PÁRA! NÃO PÁRA! NÃO PÁRA! TUDO! AGORA!!!
NÃO PÁRA! NÃO PÁRA! NÃO PÁRA! TUDO! AGORA!!!
Os próximos dias foram quase como Adão e Eva no paraíso. Até que a namorada dele chegou.
Desejei a maça da Eva.
Desejei a maça da Eva.
Já era paraíso...
A amizade ainda assim continuou. A cumplicidade ainda maior. E o carinho também. Sempre aumentando.
Em outros momentos, muito depois disso, quando eu pensava que perderia a crença, ele me levava brevemente pro paraíso.

6 comentários:
boa historia..........gostei...quanta imaginação vc tem ..srrsrrs
Pirei laryssss
Amigaaaaaaa amei!!! quase num consegui escreve aqui uai! vc inventou isso pra num ter me contado ne???
kkkkkkkkkkkkkkk
Bjaaaaum da Juliana
É... vai saber...
Texto excelente!
Quero te convidar para fazer parte do meu blog erótico. Apenas um projeto ainda.
entre em contato comigo
marvini79@yahoo.com.br
Marcus
Larysssssss
tive um desse esse fds!atende o cel!
bjussssssssss
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